UNIVERSIDADE DE COIMBRA CAPELA DE S.MIGUEL

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Capela de S.Miguel

CAPELA DE S.MIGUEL

A Capela de S. Miguel situa-se à esquerda da Torre e substituiu um pegueno oratório medievo e privativo do paço.
As obras de construção do edificio que hoje se vêcomeçaram em 1517, tendo
essa fase terminado em meados da centúria, mas, nos séc. XVII e XVIII novas remodelações tiverám lugar.
As obras quinhentistas foram planeadas e dirigidas por Marcos Pires, autor do maravilhoso portal (porta lateral), uma das obras primas de estilo manuelino de feição naturalista, entre 1517 e 1521, tendo ficado os acabâmemos à cargo de Diogo de Castilho.

O acesso faz-se por uma Porta neoclássica executada pelo construtor José Carvalho em 1780, entrando-se seguidamente num átrio a que corresponde interiormente o coro-alto e a tribuna, cujas paredes estão revestidas por azulejos da época Pombalina reproduzindo figuras de estampas holandesas.

Na capela principal ve-se um dos mais notáveis altares maneiristas do pais. A obra de marcenaria foi projectada em 1605 por Bernardo Coelho e executada pelo entalhador e escultor Simão da Mota sendo uma das mais correctas de quantas se conservam, Incluindo ainda um conjunto de pinturas da autoria dos grandes pintores manuelinos Simão Rodrigues e Domingos V. Serrão.

No interior da igreja, destaca-se imponente orgão barroco construído em 1733, com uma belissima pintúra de “chínoiseries” da autoria de Gabriel F. da Cunha, que a executou em 1737 e ainda os azulejos da nave, fabricados em Lisboa, do tipo de tapete, assim como os da capela-mor, também lisboetas do sec. XVII.

Hà ainda na Capela de S. Miguel os retábulos laterais de arco triunfal, feitos pelo entalhador Manuel Ferreira, e que se integram no tipo comum da época de D. João, V.

As esculturas do nicho são de épocas diferentes. A do lado esquerdo, N.S. da Luz, é
ainda do séc. XVI e de autor desconhecido, enquanto a do lado oposto é posterior, da centúria seguinte, e da autoria de Frei Cipriano da Cruz. As restantes esculturas, evocativas de S. José, S. Agostinho, S. Francisco de Borja e S. Frandsco Xavier, foram
executadas pelo imaginário lisboeta Joaquim Bernardes em 1781.

A pintura do tecto deve-se ao lisboeta Francisco F. de Araújo,
que a executou no fim do séc. XVlI. Posteriormente foi renovada e o brasão nacional modernizado.

No coro-alto destaca-se a escultura barroca de S.Miguel e ainda as pinturas maneiristas alusivas à vida de Tobias.
Sobre a construção ergue-se uma tribuna destinada às pessoas reais, construida durante a Reforma Pombalina da Universidade